Hoje eu acordei com o coração tão vazio. Acordei sabendo que eu não era mais a mesma, não sem você. Tudo o que eu queria era que o que a gente estava vivendo fosse um pesadelo e que mais cedo ou mais tarde eu acordasse e tudo voltasse ao normal. O dia estava tão frio. E dessa vez não existia o seu abraço para me aquecer.O gosto amargo do arrependimento estava na minha boca. Aquele amargo que me lembrava que eu errei, e caramba, eu odeio errar! Odeio estar errada e pior ainda, odeio admitir um erro. Pode parecer fraqueza, mas eu tinha que ser realista, não é mesmo? Por mais que no fundo de mim existisse raiva, rancor, o amor - que eu achei que nunca sentiria de novo - predominava.
É, algo esquisito é se apaixonar, não é mesmo? Você, que tinha ideais feministas de nunca mudar, de nunca chorar, de nunca deixar de sair com amigas, enfim, de ter um coração de pedra; acaba mudando completamente, sem perceber, só e exclusivamente por aquela pessoa. E o pior é que eles ainda não se tocam cada pequena coisa que você faz, não é mesmo?
Hoje eu aprendi que um erro é muito mais lembrado do que um acerto, e são eles que contam na hora da verdade.
No final das contas, a verdade é que o meu dia que era escuro e frio, acabou se enchendo de alegria quando eu ouvi três palavras, que hoje contaram muito mais do que aquelas três palavras clichês. E elas foram: Eu te perdoo! E sim, eu recebi mais uma chance de ser feliz, e pode apostar, eu não vou desperdiçar!
C.M

